MDM – Master Data Management

Se você é um especialista em Master Data Management este post não é para você, o objetivo aqui é dar um voo de superfície no tema e dar uma visão para quem está começando a investigar esta temática, que é relativamente “batida” entre analistas de dados e consultores com vasta experiência em CRM e e-commerce, mas vale a visita, pois o tema recobrou nova importância com a popularização do BigData.

 

O MDM – Master Data Management – gerenciamento de dados mestres (não confundir com Mobile Device Management -AirWacht?) é relativamente simples de compreender e começando a explicação pelo que não é. MDM não é uma ferramenta de integração de dados ETL ou similar…. e pra ser bem honesto (coisa que nem todos os fabricantes são) não existe uma ferramente/produto que “SEJA” o MDM para a sua empresa, MDM é muito mais conceito a ser implementado do que um produto para ser comprado.

 

Toda empresa precisa se preocupar com isso? Não, este desafio é para aquelas empresas que tem a necessidade de estruturar muitas entradas de dados e que precisem de um ponto de convergência (master) dos dados.

 

Por exemplo: o MDM torna-se imperativo quando o cadastro de um cliente aparece em um novo canal (CRM) e você quer ser capaz de conectá-los ao seu registro mestre que pode estar em outro sistema (e-commerce). Se você fizer uma alteração em um endereço ou um número de telefone, você quer que a mudança apareça em todos os sistemas. Se um sistema pretende obter informações detalhadas sobre um cliente de outro sistema, você quer que seja fácil, em suma, é função do MDM garantir esta integridade, unicidade  e qualidade dos dados sempre apontando e salvaguardando o registro mestre.

 

Caso você não saiba em que ponto da jornada você e sua empresa se encontram, eu sugiro começar analisando um modelo de maturidade de governança de dados para tangibilizar o “as is” e planejar o “to be”, ou segundo a descrição do TOGAFarquitetura base, arquitetura alvo e o roadmap para trilhar este caminho. O Mike 2.0 tem um modelo pronto bem interessante.  http://mike2.openmethodology.org/

 

Também é de grande valia definir qual arquitetura de MDM é necessária para atender a demanda no melhor custo benefício, quer RegistroRepositório ou mesmo um meio termo que inclua os 2 modelos. O próximo passo então é definir qual fonte de dados será tratada primeiro, em uma conversa recente com um colega que é especialista no tema, ele me afirmou que cada fase deste tipo de projeto pode levar até 2 anos, o tempo será determinado pelo tamanho do ambiente que será tratado, principalmente no que diz respeito ao número de fontes geradoras de dados (origem), uma sequência bem comum de prioridade para rollout pode ser:

  1. Clientes/pessoas;
  2. Produtos.

 

Como dito anteriormente, o MDM pode funcionar através da criação de um Repositório central que reúne todos os campos comuns a todos os sistemas de negócios. Os registros mestre neste Repositório se tornam a fonte autorizada de informações e são aplicadas para os dados mais importantes da empresa.

 

A outra possibilidade de arquitetura para o MDM é o modelo é o de operar por Registro. Neste cenário os registros mestre são criados e editados no repositório central, ou um sistema se torna o repositório mestre e as mudanças são replicadas a partir de lá para os outros sistemas. Muitos fornecedores oferecem soluções para ambos os modelos arquiteturais, como SAS, Talend, SAP, Oracle e Informatica.

 

Alguns benefícios de um projeto de MDM contempla os seguintes benefícios:

  • Integridade do registros mestre em todos os sistemas    -> Redução do custo de infraestrutura.
  • A qualidade dos dados melhorada, impacto na qualidade de BI  -> Melhora o time to market das áreas de negócios.
  • Erros devido a dados errados ou duplicados são reduzidos     -> Reduz TCO e melhora o time to market.
  • Possibilidade maior de reuso de SOA e dos dados hierarquizados   -> Aumenta a visibilidade e possibilita tratativa de filtros de entrada de dados.

Para finalizar vale lembrar que em projetos desta magnitude o TOGAF sugere focar inicialmente no Business Architecture e fugir da tentação de focar no produto de TI antes de entender o que é necessário, é a famosa ” Estratégia silver bullet”. Parte considerável do escopo deste projeto pauta-se por uma transformação da cultura da empresa e a forma em que os sistemas se integram. Caberia aqui até um outro post sobre os impactos do MDM na camada SOA, ou mesmo um modelo de arquitetura de MDM baseado em camada de integração SOA.

Mais importante do que comprar o produto que está no topo do quadrante mágico do Gartner é identificar com a área de negócios quem é o dono dos dados que serão alvo do projeto (clientes/produtos) de MDM e o que se espera, tangibilizar os entregáveis. E se o projeto tem payback, melhor ainda, é só colocar uma meta, dobrar a meta e seguir em frente…. 🙂

 

“Você pode ter dados sem informação, mas vocês nunca terá informações sem dados”.
Daniel Keys Moran

“Onde houver uma função de negócio de BI madura e eficaz, neste lugar certamente haverá MDM”.
Augusto Nellessen

 

Facebooktwittergoogle_plusredditpinterestlinkedinmailby feather

Você pode gostar...

2 Resultados

  1. Cláudia Minguone disse:

    Gostei! engraçada está visão que você passa dos fornecedores tentando vender seus produtos com falsos argumentos de venda. Keep going.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *