Entusiasmo – O caminho para a vitória

Em 2010 quando eu estava cursando a pós graduação em Governança de TI no Mackenzie, me propus a escrever sobre o Entusiasmo, eu precisava rascunhar um artigo como ensaio para o TCC que viria em breve, depois disso postei meu texto integral na Wikipédia e de lá pra cá pouca coisa sobreviveu as revisões, sniff. Por isso decidi publicar aqui no meu blog onde eu sou a autoridade máxima a versão original do texto. Não deixa de ser um softskill super importante para Arquitetos de TI.


Entusiasmo (do grego en + theos, literalmente ‘em Deus’) originalmente significava inspiração ou possessão por uma entidade divina ou pela presença de Deus. Atualmente, pode ser entendido como um estado de grande euforia e alegria, refletindo em uma consequente coragem. Uma pessoa entusiasmada está disposta a enfrentar dificuldades e desafios, não se deixando abater e transmitindo confiança aos demais ao seu redor. O entusiasmo pode portanto ser considerado como um estado de espírito otimista.


Introdução

Frank Bettger (Arte de Vender, 1978), criou o mote: aja com entusiasmo e será entusiasta! Este artigo nasceu da vontade de tornar este conceito mais acessível aos novos líderes e traduzir em palavras a relevância do Entusiasmo para o líder, e quão esquecido ele é dentro das empresas, processos formais de ensino e de nossas vidas, além de entender o que é e porque é tão esquecido em nosso dia a dia o objetivo deste artigo é trazer mais informações sobre este assunto e entender como podemos aplicar o Entusiasmo no contexto de liderança e gestão de pessoas, segundo Daniel Goleman, (Inteligência Emocional, p. 93) “Na medida em que somos motivados por sentimentos de entusiasmo e prazer no que fazemos, esse sentimento nos levam ao êxito”.


A origem da palavra Entusiasmo

Segundo afirma Albuquerque (2009, p 128) a etimologia da palavra vem do grego: Entusiasmo (do grego en + theos, literalmente ‘em Deus’) originalmente significava inspiração divina ou pela presença de Deus. Atualmente segundo o dicionário Michaellis (moderno dicionário da língua portuguesa), pode ser entendido como um estado de grande euforia e alegria, refletindo em uma consequente coragem. Uma pessoa entusiasmada está disposta a enfrentar dificuldades e desafios, não se deixando abater e transmitindo confiança aos demais ao seu redor. O entusiasmo pode, portanto ser considerado como um estado de espírito otimista.

Mas embora a palavra entusiasmo seja de origem grega ela chegou até nós através dos filósofos franceses no século 16 durante o renascimento na Europa, que foi o período da história de grandes mudanças no pensamento humano até então dominado pela igreja católica, numa época que foi denominada como a “Idade das Trevas”, o renascimento foi à transição para a idade do pensamento livre, sobretudo pelo enorme interesse ao saber e à cultura e otimista. O florescimento cultural e científico renascentista deu origem a sentimentos de otimismo, abrindo positivamente o homem para o novo e incentivando seu espírito de pesquisa. Segundo Albuquerque (2009, p 130) O entusiasmo foi escolhido por vários intelectuais da época como a palavra da moda.

Segundo afirma o Albuquerque (2009, p 129) existem dois tipos de entusiasmo: O endógeno e o exógeno. Exógeno = ambiente. Depende de um motivo do ambiente para se entusiasmar-se. Chamado comumente de motivação. Endo = dentro, geno= gerir. Entusiasmo gerado dentro.


Fatores externos do Entusiasmo Exógeno

Enquanto os fatores internos do Entusiasmo surgem dos níveis mais altos da hierarquia das necessidades de Maslow e de um objetivo principal bem definido, segundo Albuquerque (2009, p129) os fatores externos podem ser vinculados à motivação. Para entender quais fatores externos podem motivar, a hierarquia das necessidades de Maslow é um bom exemplo de onde se situam as necessidades motivacionais externas, Maslow oferece vários níveis no âmbito da motivação. Se quisermos motivar às pessoas que temos a nosso redor ou mesmo em nossa equipe devemos buscar entender as necessidades dessas pessoas, para que estas se motivem ao entrar em contato com suas necessidades satisfeitas e tentar facilitar a transição entre os níveis da hierarquia das necessidades. Dependendo do nível intelectual e social de cada pessoa, o fator motivacional estará em um determinado nível da escala das necessidades, o mais comum é tentar motivar as pessoas com as necessidades localizadas na base da pirâmide de Maslow, necessidades fisiológicas, de segurança e amor e relacionamento. Política de bonificação financeira é um bom exemplo de motivadores externos, a questão é que a perenidade desse motivador é sempre de curta duração.


Fatores internos de Entusiasmo

Segundo afirma Hill (2008, p 320) ninguém consegue manter-se Entusiasmado se não possui um objetivo principal bem definido, é necessário saber aonde se deseja chegar. É preciso estabelecer metas tangíveis e mensuráveis para que o objetivo seja alcançado, em outras palavras só depende do indivíduo, ninguém pode ter Entusiasmo por outra pessoa. Grandes líderes da humanidade destacaram-se por seu Entusiasmo, mesmo em horas difíceis, Winston Churchill (Oxfordshire, 30 de Novembro de 1874 — Londres, 24 de Janeiro de 1965) foi 1º ministro do Reino Unido durante a segunda guerra mundial, período histórico de grandes turbulências, é reconhecido mundialmente por seu Entusiasmo, os seus discursos inflamaram todo o Reino Unido provendo uma força extra para os Ingleses resistirem a até então, invencível máquina de guerra Alemã, grandes lições podem ser aprendidas através de seu exemplo, qual era o seu objetivo final? Sem duvida, a vitória para os ingleses. Churchill foi um grande Entusiasta, sua frase mais famosa, o auge do seu Entusiasmo foi quando questionado como venceria a Imbatível Alemanha de Hitler, com sangue suor e lagrimas.

Outro grande líder que se destacou por seu Entusiasmo foi Adolf Hitler (Braunau am Inn, 20 de abril de 1889 — Berlim, 30 de abril de 1945), líder do partido nacional socialista dos trabalhadores alemães, também conhecido como partido nazista, Hitler foi eleito Chanceler na Alemanha em janeiro de 1933 após conquistar mente, alma e coração dos alemães com seu Entusiasmo, ele deu inicio ao seu projeto de poder e conquista. Sem dúvidas Hitler foi o polo contrário a Churchill, seus objetivos eram os mesmos que o seu contemporâneo inglês, a vitória para os alemães, a diferença estava nos métodos Maquiavélicos. Não farei julgamento moral sobre os atos de Hitler, afinal, sua biografia é amplamente conhecida e seus atos falam por si só, mas o objetivo desse exemplo é demonstrar que o Entusiasmo é uma força “neutra” que pode ser utilizada tanto para o bem, quanto para o mal.

O exemplo desses dois líderes entusiastas é demonstrar que o Entusiasmo por si só não se sustenta, é necessário ter metas claras para se alcançar o objetivo principal bem definido e não ficar esperando as melhores oportunidades para começar. Na maioria das vezes, é necessário ir à busca e criar as oportunidades para que as coisas realmente aconteçam. As oportunidades não cairão do céu. Além disso, é necessário persistir, Hitler antes de ser eleito chanceler foi preso e quase morto, Churchill também passou por mal bocados antes de ser o 1º ministro Inglês, ele foi ironizado pelos opositores que desejavam a paz com a Alemanha e viu seus exércitos serem humilhados na França durante a vitória alemã de 1940, em Dunquerque, mas Churchill perseverou e obteve a vitória final dos aliados sobre a Alemanha de Hitler.


Conclusões

Um dos principais desafios do líder moderno é Entusiasmar as pessoas da sua equipe que chegam cada vez mais novas no mercado de trabalho, mesmo em condições adversas, essas equipes tem um DNA diferente dos profissionais de outrora, são os jovens das gerações X e Y, mas principalmente da geração Y que são muito diferentes dos Baby Boomers. Motivar essa geração é um grande desafio. A SEC Talentos Humanos*, empresa de Recursos Humanos, conduziu de fevereiro a maio de 2007 uma enquete para avaliar qual o maior desafio do líder de uma empresa moderna. O item mais votado, com 27% dos votos, foi motivar os funcionários. A enquete contou com a participação de 233 pessoas.

O líder deve se valer de seu Entusiasmo e com isso alcançar os seus objetivos, para isso lhe será necessário além de conhecimentos técnicos específicos, atitudes e habilidades e dentro todas as habilidades, o Entusiasmo é o combustível que faz com que as coisas andem para a frente como afirmou (Napoleon Hill, Chaves para o Sucesso, p. 106).

As empresas estão à procura de líderes que saibam criar o entusiasmo em suas equipes e ambientes de trabalho, estes líderes irão ocupar postos estratégicos nas organizações, para isso cabe a cada um procurar o seu objetivo principal, o que lhe traz prazer para assim poder trabalhar com Entusiasmo e paixão contagiante e assim contagiar suas equipe a alcançar grandes resultados gerando riqueza para a sociedade e todos os envolvidos no processo e não vale desanimar, pois como disse o 1º ministro inglês Winston Churchill:

success-and-enthusiasm


Bibliografia

ALBUQUERQUE, Jamil. A Lei do Triunfo para o século 21. São Paulo: Napoleon Hill, 2009.

SHIRER, William L. Ascensão e Queda do Terceiro Reich. Estados Unidos: Simon & Schuster, 1960.

CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração. Rio de Janeiro: Campus, 1999.

GOLEMAN, Daniel. Inteligência Emocional. Rio de Janeiro: Objetiva, 1996.

HILL, Napoleon. A Lei do Triunfo. Rio de Janeiro: José Olympo, 2008.

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