Jobs to be done, MasterMind e os problemas que a Arquitetura Empresarial resolve


Todos os dias somos inquiridos a entregar novos projetos e auxiliar no desenvolvimento de aplicativos de TI que suportem as funções de negócio. A cada novo projeto eu me faço a seguinte pergunta: estamos ajudando ou atrapalhando a empresa?.

Trabalhar com TI é um desafio constante e em especial para nós de uma área tão generalista que “abraça” todos os projetos, quer seja por aspectos de governança ou através da implementação tecnológica dos projetos. Acredito que o primeiro desafio é não criar nenhum problema novo, além disso, acredito que devido ao fato da Arquitetura Empresarial ser um campo de conhecimento relativamente novo e que se propõe a tratar e resolver problemas antigos da TI temos que atuar muito na conscientização e educação das demais áreas de TI.

 No final do dia o trabalho que precisamos entregar, ou seja, Jobs to be done é: como maximizar os recursos de TI e ajudar a empresa a alcançar os seus resultados, sem abrir mão dos valores e princípios de Arquitetura Empresarial. Além de ser um statement este postulado também é uma questão que orbita a todo momento em nosso área.

 Sou adepto do entendimento de que é necessário ter e exercitar um objetivo MasterMind, que em outras palavras é ter um objetivo final bem definido, conforme definiu Napoleon Hill em sua clássica obra a Lei do Triunfo. Precisamos saber o que queremos e precisamos definir metas tangíveis e mensuráveis para alcançar o nosso objetivo.

 Por que usar uma abordagem de Arquitetura Empresarial? Porque ela traz uma nova abordagem, baseada na aplicação de conceitos e melhoria de processos, ciência da informação e reuso de recursos.
O objetivo da abordagem é uma proposta singular concentrando-se em responder as questões de eficácia estrutural e organizacional de negócios de uma forma assertiva, rápida, clara, de consumo e com foco no valor. Falando desta forma até parece existir uma formula mágica, mas não há. Nós que trabalhamos com Arquitetura Empresarial estamos descobrindo novas maneiras de aprimorar o conhecimento do negócio e TI e assim ajudar as partes interessadas a fazê-lo.Através desta investigação e fundamentado com diversos autores especialistas no tema cheguei aos seguintes itens/recomendações para “resolver em parte os problemas de TI”:
  • Criação, adoção de uma carta de princípios de Arquitetura alinhadas com o CIO e CTO quando houverem estas posições;
  • Priorização de soluções que possibilitem o reuso de aplicativos e serviços desacoplados;
  • Documentação de melhores práticas e repositório comum de Arquitetura;
  • Criação de padrões de avaliação para requisitos não funcionais;
  • Soluções em nuvem com baixo TCO;
  • Priorização de soluções em SaaS;
  • Visão clara, rápida e disponibilização de modelo de DevOps;
  • Escolhas claras sobre árvores de decisão com suas nuances;
  • Entregas de consumo mais coerentes com estruturas externas;
  • Definição de projetos baseada em valores e priorização do benefício sobre o status quo.

Os itens devem ser trabalhados conforme a situação atual e maturidade da TI. Pessoalmente prefiro a abordagem com base no valor comercial. Arquitetos podem gastar seu tempo em muitas tarefas devido a natureza generalista de sua atuação, além disso, eles podem recomendar que a organização passe o tempo em muitas tarefas. Às vezes, mesmo um uso eficiente da Arquitetura Empresarial pode ser desperdício de tempo e dinheiro se o resultado de seu trabalho for conflitante com a visão estratégica da alta direção de TI e do negócio.

 A seleção das atividades fundamentais sobre o que fazer agora e o que para fazer mais tarde, é de fundamental importância para a estratégia de evolução de uma área de Arquitetura. Enquanto todas as tarefas de apoio podem ser justificadas, arquitetos devem ter seu objetivo final claramente definido e priorizar as atividades e projetos que levam diretamente para redução de TCO ou adição de valor ao negócio.

Segundo o Gartner a maioria dos executivos sabem que uma performance negativa da TI pode impactar diretamente o resultado do negócio e o retorno pretendido pelo mesmo. Sabendo disso, é fundamental que tenhamos o apoio executivo para a implementação da área de Arquitetura Empresarial e no desenvolvimento dos respectivos processos.

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